A resistência familiar em autorizar a doação de órgãos caiu no Estado de São
Paulo. A avaliação da Secretaria de Estado da Saúde aponta que até agosto
deste ano a recusa das famílias de pacientes com diagnóstico de morte
encefálica foi de 47,5%.
No mesmo período de 2007, o índice chegou a 53,4% das famílias
entrevistadas.
O resultado de 2008 é o melhor dos últimos anos desde 2004, quando a recusa
identificada foi de 46,7%. Ainda segundo o levantamento, também aumentaram
as notificações de potenciais doadores de órgãos pelos hospitais à Central
de Transplantes do Estado, órgão da secretaria. Até agosto foram informados
1.502 possíveis doadores, o melhor número em uma década.
Segundo Luiz Augusto Pereira, coordenador da Central de Transplantes, aos
poucos a conscientização dos familiares vem aumentando. “O principal ponto a
ser esclarecido é o que é a morte encefálica”, diz. “Não é fácil explicar
que o coração continua batendo, mas os órgãos já não estão mais
funcionando.”
A morte encefálica precisa ser constatada por três especialistas, o que
reforça a segurança do diagnóstico. Mesmo assim, a fragilidade dos
familiares ao receber a notícia impede, muitas vezes, que a doação seja
autorizada. “Os doadores costumam ser pacientes jovens que sofreram algum
tipo de trauma, o que deixa as famílias despreparadas para autorizar”,
explica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Agência Estado
Atualizado em 23-01-2009