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Cientistas clonam ratos a partir de células-tronco adultas

Washington, 12 fev (EFE).- Cientistas americanos pela primeira vez clonaram ratos a partir de células-tronco adultas, revelou hoje um estudo publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Os ratos são saudáveis e sobrevivem até a idade adulta, acrescentou o estudo.

Os cientistas da Universidade Rockefeller e do Instituto Médico Howard Hughes utilizaram queratinócitos (células da epiderme), o que representa um novo modelo de clonagem, segundo o relatório sobre o estudo.

Segundo os especialistas, chefiados por Elaine Fuchs, do Instituto Médico, as células retiradas da pele são particularmente atraentes pela sua disponibilidade.

Até agora só foram clonados ratos a partir de células que envolvem e contribuem para o desenvolvimento de um óvulo ou de fibroblastos, que são células de tecido conjuntivo.

Também se tentou clonar a partir de células neurológicas geradas por células-tronco embrionárias, mas os esforços foram ineficazes, assinalou o relatório.

As células epidérmicas utilizadas no novo método participam do crescimento do cabelo e da cura de feridas na pele.

Há muito tempo se conhecia a função reparadora destas células mas "só recentemente foi possível determinar seu potencial de renovação e de produzir de diferentes tipos de células", uma característica essencial das células-tronco, segundo Fuchs.

Para clonar os ratos, os pesquisadores extraíram o núcleo de um óvulo não fertilizado, que recebeu o núcleo de um queratinócito.

As células resultantes foram cultivadas no laboratório até chegarem à etapa de blastócito, quando o embrião já é um conjunto de células. Os blastócitos foram implantados no útero de uma rata, continuando seu desenvolvimento até se transformarem em fetos.

Em geral só 1% a 2% dos blastócitos transferidos chega a se transformar num animal vivo. O exemplar resultante freqüentemente não é saudável, disseram os cientistas.

No estudo de Fuchs, a incidência de sucesso foi de 1,6% nas células-tronco procedentes de fêmeas. Quando a transferência foi de machos, o sucesso foi de 5,4%.

O rato clonado mais velho produzido pelo novo sistema tem hoje dois anos.

No entanto, segundo Fuchs, o aspecto mais promissor é a possibilidade de gerar células-tronco embrionárias, que, em teoria, poderiam ser induzidas a produzir outro tipo de células.

Criando células-tronco embrionárias a partir da pele de um paciente, seria possível formar células e tecidos de acordo com as necessidades específicas de cada um, evitando assim o problema da rejeição imunológica, apontou.

"Estas células também permitiriam aos cientistas estudar a doença", acrescentou Fuchs.

Mas a pesquisadora avisou que ainda falta muito para o procedimento chegar ao ser humano.

"Ainda não temos a capacidade de gerar células-tronco embrionárias a partir das células da pele", disse
.

Fonte: Site UOL
Atualizado em 18-12-08

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Atualizado em: 31-12-2008