Composta por 186 bancos de leite humano, a rede brasileira inspira criação
de modelos semelhantes em toda a América Latina.
Amamentar significa mais do que garantir a saúde do bebê em seus primeiros
meses de vida. Representa um ato de amor que contribui sensivelmente para
que a criança tenha um bom desenvolvimento e se torne um adulto também
saudável. Além disso, traz uma série de benefícios para a saúde das mães.
Há 186 bancos de leite humano no Brasil. Eles atendem bebês prematuros ou
doentes que não conseguem se alimentar diretamente no seio materno. "Muitos
desses bebês ainda não desenvolveram o reflexo da sucção ou estão doentes e
muito fracos para isso", explica a coordenadora da Política Nacional de
Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Sônia Salviano.
Nessas condições, a produção do leite materno também diminui, pela ausência
do estímulo e pela situação de estresse enfrentada pelas mães. "Mas isso é
provisório. Quando a mãe começa a ordenhar o leite do peito, o bebê passa a
mamar, a mulher se tranqüiliza e a produção volta ao normal", diz Sônia
Salviano.
A maioria das mães produz leite em excesso, especialmente do terceiro ao
quinto dia após o parto. Toda mulher saudável que esteja amamentando pode
doar leite, sem que isso traga algum tipo de prejuízo para o filho. Ela deve
dirigir-se a uma unidade de saúde para se informar sobre locais onde existem
os bancos. Em alguns municípios, há a possibilidade de coleta em casa. A mãe
telefona para o serviço e os profissionais vão até ela para recolher o
leite. "O Distrito Federal é precursor e uma referência na coleta de leite
humano em casa. Em 2004, coletaram-se mais de 22 mil litros de leite humano
em Brasília e nas cidades-satélites", fala Sônia Salviano.
Atualizado em 18-12-08