Existe em nosso mundo a grande liberdade que o Pai Maior nos concedeu: a do
livre-arbítrio.
Podemos utilizá-lo em todas as situações e nas mais variadas formas; desde o
nosso pensar, crer e agir, até o nosso expressar e reconhecer.
Assunto de grande polêmica é o que aborda Células-tronco embrionárias.
Não apenas o meio religioso, que aliás foi veementemente criticado, mas
também os diversos segmentos que prezam pela ética e pelo direito à vida se
posicionaram diante do assunto.
Cada segmento, dentro de suas crenças e de suas ideologias, se manifestou
ante à situação. Não seria diferente no Movimento Espírita, ambiente do qual
somos peças atuantes.
Cada qual, dentro de suas verdades e de suas visões, deu ao assunto uma
representação e um enfoque. De nossa parte, leigos que somos não apenas no
tocante ao segmento médico ou geneticista, mas também na profundidade de
compreensão da Codificação Espírita, nos posicionamos ao lado daqueles
irmãos que vêem o manuseio dos embriões humanos, em pesquisas, com extrema
reserva e cautela.
Diante daquilo que ouvimos, lemos, compreendemos e 'digerimos', acreditamos
que os embriões devam ser considerados como criaturas de Deus e com o
direito à vida garantido. Embora existam muitas dúvidas e certeza alguma no
tocante à presença ou não de um Espírito ligado ao embrião processado e
criado nestas circunstâncias, preferimos adotar a postura de: 'NA DÚVIDA;
ABSTENHA-TE".
E na dúvida da existência ou não de um Espírito junto a estes chamados
'montículos' de células, preferimos nos abster a tolher ou a paralisar tal
existência.
Como sabiamente foi proposto por Dr. Décio Landoli, há que existir um
controle ético no tocante à geração destes embriões para as fertilizações in
vitro. O problema não está nesta criação, mas na falta de abordagem cristã
para com os considerados 'não escolhidos' no processo.
E, ainda, diante das situações colocadas por todos estes irmãos, vemos que a
Ciência precisa sim caminhar e evoluir; vemos sim que a Codificação Espírita
não é algo arcaico e ultrapassado, mas que possui fundamentos e bases, que
precisam ser observados não com parcialidade, mas com unicidade para que
ambas interajam.
E, a utopia se faz presente neste desejo; há temos que não existe unicidade
no Movimento Espírita.
Que seja a paz do Mestre a envolver a todos quantos tiverem acesso a este
material e, mais do que se inflamarem achando-se detentores ou não das
verdades espíritas, que seja dado a cada um o direito de pensar diante dos
fatos como lhe convém e como a sua evolução mental e moral lhe permitir,
assim como o devido respeito por esta postura pessoal diante da situação ora
apresentada.
Fiorella Romana