Dos 1.057 pacientes inscritos
na lista de espera por um fígado, apenas cerca de 650 continuam ativos após
o recadastramento da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro. A
medida foi anunciada depois da prisão do ex-chefe da equipe de transplantes
hepáticos do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Joaquim Ribeiro Filho, sob a acusação de
desrespeitar a ordem da lista, durante a Operação Fura Fila, da Polícia
Federal (PF). A partir de amanhã, a ordem será divulgada na Internet, nos
moldes do que já é feito em São Paulo.
O resultado do novo levantamento, divulgado hoje, mostra como a lista estava
desatualizada. Do total, 117 pacientes já morreram, 377 não estava com seus
contatos atualizados no cadastro, 20 deles não tinham mais indicação médica
para o transplante e oito haviam realizado o transplante intervivos. Em
todos esses casos, a responsabilidade de comunicar a central estadual de
transplante é da equipe médica.
No Rio, apenas duas equipes estão habilitadas a operar em quatro hospitais,
dois federais - Hospital Geral de Bonsucesso e Hospital Universitário
Clementino Fraga Filho - e dois particulares - São José do Avaí e Clínica
São Vicente. Muitos pacientes estavam com os exames de sangue
desatualizados. A partir deles é que se calcula o índice de Meld - que mede
a gravidade e determina a ordem da fila.
"A lista na internet vai dar transparência ao processo. Os pacientes não
sabiam quando seus exames venciam, porque estavam na lista e qual a sua
posição na fila", disse a superintendente de Atenção Especializada da
Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec), Hellen Miyamoto. Até
o final do ano, também será feito o recadastramento das filas de rim e de
córnea.
http://g1.globo.com/bomdiabrasil
Atualizado em 18-12-08